Assis Chateaubriand – Visionário e polêmico, empresário tem a vida contada em livro-reportagem de Fernando Morais

Em 4 de outubro de 1892, nascia, no município de Umbuzeiro, Estado da Paraíba, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello. Chatô, como ficou conhecido, foi um dos homens públicos mais influentes de sua época – figura polêmica, odiado por uns, temido por outros e respeitado por muitos.

Sua estreia no jornalismo se deu com apenas quinze anos de idade, escrevendo para os jornais Gazeta do Norte, Jornal Pequeno e o Diário de Pernambuco. Nessa época, ele ingressou na Faculdade de Direito de Recife. Em 1915, veio para o Rio de Janeiro, onde iniciou colaboração com o Correio da Manhã. Em 1924, assumiu a direção do O Jornal. No mesmo ano, conseguiu comprar o periódico, e começou a construir os Diários Associados, um império de comunicação que chegou a ser o maior da América Latina. Em seu auge, o grupo chegou a contar com 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal, uma mensal, revistas infantis e uma editora.

Empreendedor e inquieto, ele foi o responsável pela fundação do Museu de Arte de São Paulo, em 1947, e do primeiro canal de TV do país, a TV Tupi, em 1950. Com métodos nem sempre éticos, se aliou (e se desentendeu ao longo do tempo) com várias personalidades influentes de sua época como o presidente Getúlio Vargas e o empresário americano Percival Farquhar (dono da Rio Light, da Companhia Telefônica Brasileira e de um grande número de ferrovias no Brasil). A amizade com Getúlio, entre outros benefícios, lhe rendeu uma lei feita “sob medida” para que pudesse obter a guarda de sua filha após a separação.

Para os que considerava inimigos, no entanto, reservava um tratamento muito duro nas páginas de seus periódicos. O empresário ítalo-brasileiro Francisco Matarazzo, um dos que sofreu as perseguições de Assis Chateaubriand por meio de seus jornais, chegou a declarar que iria “resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta”. Ao que Chateaubriand, bem a seu estilo, retrucou: “Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo”. Assis Chateaubriand teve a vida contada em dois filmes: “Chatô”, de Guilherme Fontes, que demorou vinte anos para ser lançado por uma série de problemas financeiros ao longo da produção, e “Chateaubriand – Cabeça de Paraíba”, de Marcos Manhães Marins. “Chatô – o rei do Brasil”, de Fernando Morais, livro-reportagem no qual se baseou o filme de Fontes, é considerado a biografia definitiva do controverso personagem. Com 736 páginas, revela todas as faces de Assis Chateaubriand, desde o nascimento até a morte, em decorrência de um acidente vascular cerebral, em 1968. Na versão em audiolivro produzida pelo Ubook, com a narração do apresentador de tv e dublador Carlos Alberto Vasconcellos, o livro foi gravado na íntegra e dividido em três episódios, tornando possível conhecer todos os detalhes da trajetória de Assis Chateaubriand, cuja vida se confunde com a história do país.

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