Na Feira de Frankfurt, crescimento do mercado de audiolivros é destaque

Entre 11 e 15 de outubro, a Alemanha sediou mais uma edição da Feira do Livro de Frankfurt, considerado o maior evento do mercado editorial no mundo. Este ano, segundo a imprensa, o destaque das discussões da feira ficou por conta dos audiolivros, que foi considerada a grande aposta de editores e livreiros digitais para o período 2017/2018.

Só na Alemanha, a venda de livros em áudio superou os 14 milhões de unidades no último ano. O último lançamento de Dan Brown, Origem, vendeu, apenas na semana de estreia, mais de 14 mil cópias em audiolivro, contabilizando unicamente as vendas nos países do Reino Unido. No CEO Talk, uma programação tradicional da feira em que representantes das grandes empresas do setor são entrevistados por jornalistas do mundo todo, o crescimento do áudio também foi comentado. Carolyn Reidy, CEO do grupo editorial Simon & Schuster, declarou que vivemos um “booming do áudio”, enquanto Guillaume Dervieux, dirigente da gigante francesa Albin Michel, reconheceu que o fenômeno também é notado na França e que atualmente os contratos de direitos fechados pela editora já preveem os lançamentos também nesse formato. Ele acredita que o mercado de streaming (transmissão de conteúdo on-line) de audiolivros tende a crescer.

O Ubook também estava presente no tradicional evento. Nosso Gerente de Direitos e Aquisições, Anderson Santos, em sua quinta participação na feira, não perdeu a oportunidade de se reunir com alguns gigantes do mercado editorial, fechando a vinda de mais conteúdo de qualidade para nossos assinantes. Para ele, a relevância do tema audiolivros nesta edição não surpreende. “Estamos acompanhando o mercado internacional e este crescimento constante. No Brasil a receptividade tem sido ótima e a demanda também é crescente.” Entre as novidades que Anderson trouxe para o acervo do Ubook está o audiolivro Battlefield Earth, de Ron Hubbard, ganhador do Prêmio Earphones Award (Audiofile Magazine) e do Audie Winner 2017 da Audio Publishers Association (APA – Associação que reúne os principais representantes da indústria de audiolivros nos EUA). Battlefield Earth em áudio cria uma verdadeira experiência de imersão através de mais de 150 mil efeitos sonoros e mais de 3 horas de música original composta especialmente para a obra, além da participação de 67 atores vivendo 198 personagens, capitaneados pelo ganhador do Grammy, produtor e narrador Stefan Rudnicki.  Em breve este e muitos outros audiolivros fantásticos estarão disponíveis para os assinantes do Ubook.

Uma curiosidade: em Frankfurt foi criada a prensa com tipos (letras) móveis, que permitiu produzir livros em série, por Johannes Gutenberg, por volta de 1439. Anteriormente, os livros eram feitos à mão, em um processo demorado e caro. Pouco após a invenção do artefato de Gutenberg, livreiros da cidade alemã realizaram um primeiro encontro, embrião do que viria a se tornar a hoje famosa Feira de Frankfurt.

E mostrando que ela não para no tempo, a feira continua sendo palco de debates sobre as principais tendências do mercado editorial mundial.

FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT 2017 EM NÚMEROS:

– PARTICIPAÇÃO DE 7,3 MIL EDITORAS DE 106 PAÍSES

– PÚBLICO DE 280 MIL PESSOAS

– 600 ESCRITORES CONVIDADOS

– 10 MIL JORNALISTAS E BLOGUEIROS CREDENCIADOS

– 32 EDITORAS BRASILEIRAS REPRESENTADAS

Com informações de O Estado de São Paulo, Jornal do Commercio e Publishnews.

Já ouviu um livro? Obras narradas são a nova aposta do mercado editorial

Confira a matéria original no site da Folha de S.Paulo.

“Mas você leu ou só ouviu?” A pergunta parecia inevitável. Ao longo dos últimos dez meses, surgia sempre que eu comentava algo interessante sobre uma obra que estava lendo. Na verdade, muitos prefeririam que eu escrevesse “lendo”, entre aspas, pois nesse período fiz uma imersão no universo dos audiolivros.

O mercado de livros que têm seus textos narrados em voz alta e gravados para serem escutados está em franca expansão. Nos Estados Unidos, saltou de 36 milhões de unidades vendidas em 2011 para 89 milhões em 2016 e atingiu faturamento de US$ 2,1 bilhões (R$ 6,9 bilhões).

Mesmo no Brasil, onde todo o setor editorial faturou R$ 5,2 bilhões em 2016 (queda de 5,2% em relação a 2015), cresce o interesse pelos audiolivros. Pelo menos essa é a visão de novas empresas locais que investem nesse filão, como a Ubook e a Toca Livros, além da multinacional Audible, da Amazon, que em breve estará no país.

A aposta se baseia em dois fatores complementares: 1) com a atenção cada vez mais disputada por diferentes mídias, as pessoas têm menos tempo para sentar e ler; 2) a tecnologia permite que elas levem os livros narrados no bolso, em um aplicativo de celular que já carregariam consigo, acessível em qualquer lugar e a qualquer hora.

“O smartphone mudou a dinâmica do negócio do audiolivro , assim como o streaming e o serviço de assinaturas”, diz Silvia Leitão, editora de negócios digitais do Grupo Record.

“É um mercado que está engatinhando, mas acreditamos em seu potencial”, afirma Mariana Mello e Souza, coordenadora de livros digitais da Rocco.

As duas editoras estão entrando no mercado com algumas dezenas de títulos narrados em português.

PRATICIDADE

O formato tem uma característica particularmente sedutora: permite que o conteúdo seja consumido sem maiores complicações enquanto se realizam outras atividades –grande vantagem para os cerca de 40% de brasileiros que dizem não ler mais por falta de tempo.

Nesse período de dez meses, li 29 audiolivros, o triplo da meta habitual de um título por mês. Aproveitei diversos momentos nos quais não conseguiria parar, abrir uma publicação impressa e me concentrar apenas no texto.

Na semana em que finalizava esta reportagem, ouvi a atriz Claire Danes narrar o romance “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, distopia que ganhou atenção especial desde a eleição de Donald Trump. As 325 páginas se converteram em pouco mais de dez horas de áudio e duraram cinco dias.

Em seguida, já começava a “reler” o clássico “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, que estava havia pelo menos uma década na fila de títulos a serem revisitados.

Com a versão auditiva, lia enquanto caminhava na rua, quando estava no ônibus ou na academia de ginástica, durante o almoço, ao lavar louça, ao cozinhar ou quando havia qualquer tempo livre.

Lia? Ou só ouvia? O preconceito existe. A maioria parece considerar que ouvir um audiolivro é atividade menos nobre do que ler obras escritas em papel ou em meio eletrônico.

A própria noção de “ler” está associada à visão. O principal significado do verbo no dicionário é o de percorrer um texto com a vista ou com os dedos. Nenhuma concepção inclui a audição, embora haja referência à enunciação em voz alta de um texto, como ao recitar ou declamar.

DESCONFIANÇA

“Há uma resistência natural do leitor tradicional em experimentar o livro em áudio. Eles costumam citar o cheiro, o toque do livro físico”, afirma Leonardo Sales, diretor de operações da Ubook.

Para Sandra Silvério, editora da Livro Falante, as pessoas criam mitos sobre esse formato:

Acham que é para quem tem preguiça, para quem tem problema de visão, para quem não sabe ler ou para deficientes visuais. Não é bem assim. O áudio é a melhor opção para quem ama ler, mas está sempre ocupado com outras coisas e não consegue parar para ler tanto quanto gostaria”.

Daniel Willingham, doutor em psicologia cognitiva pela Universidade Harvard e professor da Universidade da Virgínia, diz ficar incomodado com a ideia de que ouvir um livro é trapacear, burlar o método tradicional.

“As pessoas pensam na leitura como uma conquista, uma façanha. Acham que ler é algo de que precisam se orgulhar, algo digno de ser elogiado pelos outros”, afirma.

Autor do livro “The Reading Mind” (a mente leitora; ed. Jossey-Bass), recém-lançado nos EUA, Willingham diz que essa concepção equivocada decorre da maneira como se trata a leitura na escola, como exercício obrigatório, e não atividade opcional e prazerosa.

Além disso, a impressão é reforçada porque muitos escutam livros enquanto se dedicam a outras tarefas. Se a atenção está dividida, então a leitura seria menos legítima. A ciência, contudo, não sustenta essa tese.

COGNIÇÃO

Do ponto de vista da teoria da leitura, a base cognitiva faz com que escutar um texto seja o mesmo que ler um texto, afirma o professor da Universidade da Virgínia. Ele cita a “visão simples da leitura”, conceito desenvolvido por Philip B. Gough e William E. Tunmer nos anos 1980, segundo o qual entender um texto envolve dois conjuntos de habilidades: a decodificação de palavras e a compreensão linguística. No audiolivro, segundo Willingham, ambos estão presentes.

Isso não significa, contudo, que as duas atividades sejam equivalentes para todas as pessoas e em todas as circunstâncias.

Tanto especialistas em cognição quanto editores especializados em audiolivros fazem uma ressalva importante: a absorção de conteúdos de forma auditiva varia de acordo com o ouvinte, assim como a capacidade de concentração no áudio. Pode-se melhorar com treinamento, mas há quem se distraia com mais facilidade ao ouvir um livro.

Também há restrições de outras naturezas. O tipo de livro, por exemplo, interfere na assimilação.

“A leitura pelo entretenimento funciona de forma similar em qualquer formato. Estudantes que leem para conhecer novos conceitos ou que precisam memorizar o conteúdo, entretanto, têm aproveitamento melhor com textos visuais do que com áudio”, diz Willingham.

André Frazão Helene, professor do Instituto de Biociências da USP e coordenador do Laboratório Ciência da Cognição, afirma que o conteúdo do texto raramente implica diferenças cognitivas para o leitor. “A não ser em caso de poemas concretos ou em textos com marcações visuais muito claras.”

DESVANTAGENS

A discussão, no entanto, não se restringe à compreensão. Helene sustenta que se concentrar apenas na audição traz desvantagens cognitivas. “Enquanto desafio, a leitura cria um hábito associado a um exercício, uma tarefa cotidiana que ajuda a desenvolver a habilidade do cérebro, especialmente em processos de envelhecimento.”

De acordo com o professor da USP, ainda é preciso considerar a relação entre ler e escrever, que se enfraquece nos audiolivros.

“Abrir mão da leitura seria ruim e atrapalharia a formação da capacidade de produzir textos, de conhecer a língua, de saber ortografia. É importante treinar a leitura de textos para desenvolver a construção da redação. Não se deve abrir mão da experiência do desafio cognitivo da leitura por causa da praticidade, especialmente num país onde se lê pouco”, diz.

A praticidade, porém, é inegável. Nos EUA, onde se contam mais de 67 milhões de consumidores de audiolivros, a maioria os lê no trânsito, segundo dados da Audible.

Foi num engarrafamento que tive o primeiro contato com a audição de textos, em 2012 – sem contar as histórias de crianças da Coleção Disquinho, ouvidas na infância.

Como trabalhava a 11 quilômetros de casa e passava mais de uma hora no trajeto todos os dias, comecei a ouvir a leitura robótica de uma versão antiga do Kindle, o leitor digital da Amazon. Quase não havia entonação, e palavras menos comuns ou nomes próprios eram pronunciados com dificuldade. Ainda assim, conseguia entender o conteúdo dos livros e aumentar minha carga de leitura.

Só a partir de 2016 entrei no mundo do audiolivro produzido como tal, com gravação e narração profissionais. Primeiro em inglês, pela Audible americana, depois em português, pela Ubook e pela Toca Livros.

ENTONAÇÃO

No começo, causava estranheza perceber que os narradores davam entonação a falas de personagens e acrescentavam ao texto alguma interpretação própria. Com o tempo, entretanto, é fácil se habituar e transformar esse aspecto em ferramenta a favor da compreensão.

“A prosódia pode dar uma predisposição à interpretação do texto, mas isso não é necessariamente um problema. Quando lemos, destacamos diferenças, mas na maior parte do tempo temos uma interpretação semelhante”, afirma Willingham, da Universidade da Virgínia.

Ele ressalta, no entanto, a importância de o texto ser bem compreendido por quem o está gravando. “Tenho a sensação de que o locutor de um dos meus livros não entendeu os conceitos. Ele não sabe o que está lendo. Por isso, eu mesmo narrei a gravação do meu livro mais recente”, diz.

Não se trata de caso único. Se há risco de a história ser deturpada pelo narrador, as editoras escalam o próprio autor para a locução. Isso tem acontecido com cada vez mais frequência. Ouvi “A Cor Púrpura” lido por Alice Walker; “O Dono do Morro”, por Misha Glenny, “O Professor e o Louco”, por Simon Winchester, e “Entre o Mundo e Eu”, por Ta-Nehisi Coates.

Em muitos casos, o selo “lido pelo autor” é estampado como um ativo do audiolivro, especialmente valioso no caso dos escritores mais conhecidos. Como desprezar a experiência de ouvir “Sobre a Escrita” pela voz de Stephen King?

Diga-se o mesmo de atores consagrados. O mercado de audiolivros tem recorrido a nomes de peso, como Reese Witherspoon (Oscar de melhor atriz em 2006 por “Johnny & June”), Eddie Redmayne (Oscar de melhor ator em 2015 por “A Teoria de Tudo”) e John Malkovich (indicado ao Oscar de 1994 pelo filme “Na Linha de Fogo”), além da já mencionada Claire Danes (ganhadora de quatro Globos de Ouro, dois deles pela série “Homeland”), entre outros.

Em português, a premiada antologia de contos “Amora”, de Natalia Borges Polesso, é lida pela cantora lírica Marília Zangrandi, enquanto clássicos de Machado de Assis têm locução do apresentador Rafael Cortez.

Na maior parte dos casos, porém, os livros são lidos por profissionais treinados para evitar a dramatização das obras.

“O objetivo é levar a emoção da leitura para a narrativa, mas a história tem que ser o centro da atenção. O ouvinte deve esquecer que há um narrador ali e pensar só no conteúdo”, diz Marta Ramalhete, gerente de produção da Ubook.

CULTURA DE GRAVAÇÃO

Ela afirma que o desafio para criar uma cultura de narração de livros no Brasil ainda é grande. Desde o início do trabalho na empresa, três anos atrás, ela avaliou 150 pessoas. A cada obra, mais de um narrador grava um trecho como teste. A decisão final pode ter influência da editora que possui os direitos autorais e até dos próprios autores.

A Folha acompanhou um dia de produção de audiolivros no escritório da Ubook, no último andar de um pequeno prédio comercial na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ali há dois estúdios de gravação –duas pequenas cabines em uma mesma sala. Enquanto o narrador lê o livro, um produtor acompanha o processo, faz sugestões e correções.

Para não forçar a voz –o que se refletiria numa leitura cansada–, o narrador grava só três horas por dia. Essa jornada rende, em média, uma hora de áudio finalizado, o que equivale a cerca de 30 páginas. Assim, um livro de 300 páginas será ouvido em 10 horas e terá consumido 30 horas para ser gravado.

Depois ainda há edição, revisão e regravação de trechos. No total, cada livro da Ubook costuma demorar três semanas para ficar pronto. A empresa já produziu cerca de 1.500 audiolivros em português.

Um pouco menor, a Toca Livros tem 1.000 títulos em seu acervo e produz de 150 a 200 obras por ano.

As duas empresas surgiram em 2014, cresceram rapidamente e hoje concentram a produção e a distribuição de audiolivros no Brasil. Elas também tiveram origem parecida. Ambas nasceram de projetos sem relação com o mercado editorial, que apostaram na tecnologia dos aplicativos de celular para dispensar o livro físico.

O trabalho delas começou pela tentativa de convencer as editoras a ceder títulos para a gravação e a entrar no mercado de audiolivros. A partir daí, as estratégias divergem.

A Ubook tem modelo inspirado na Netflix: seus assinantes têm acesso a todo o catálogo de livros para ouvi-los de forma ilimitada. A Toca Livros negocia diferentes formatos com as editoras: às vezes, usa o sistema “sirva-se à vontade”, outras, oferece títulos “à la carte”.

Na maioria das ocasiões, autores e editoras são remunerados de acordo com o número de audições de cada título.

O modelo de negócio interessa a quem prefere não tirar dinheiro do próprio bolso. Grandes editoras do país, como Record, Rocco e Globo, começaram a desenvolver versões narradas de suas obras, mas, devido à crise, têm feito poucos investimentos diretos no novo segmento.

A gravação de cada audiolivro pode custar em torno de R$ 15 mil, e o retorno por obra é baixo para as editoras. Não surpreende que o setor demore a se expandir. Segundo Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros e diretor da Sextante, a discussão não chegou oficialmente à entidade.

Ainda assim, produtores de audiolivros têm expectativas elevadas. Um dos motivos é a chegada próxima da Audible, maior empresa do setor nos EUA. Com escritórios na Alemanha, no Reino Unido, na França, na Austrália, no Japão e a na Itália, a empresa tem potencial para alavancar o mercado de livros sonoros por aqui.

Outra razão é o sucesso da experiência americana. As cifras, naturalmente, são incomparáveis. Nos EUA, vendem-se a cada ano mais de 2,5 bilhões de livros de todos os formatos (89 milhões de audiolivros em 2016), ao passo que o montante no Brasil fica pouco abaixo de 400 milhões (não há um dado específico sobre o número de audiolivros no país, já que a maior parte do consumo é feita por assinaturas, mas a Ubook diz ter mais de 2 milhões de cadastrados).

Mais: no Brasil, as duas principais empresas do setor somam um total inferior a 3.000 audiolivros; nos EUA, só em 2016 foram lançados 51 mil títulos nesse formato.

Os fatores que explicam a popularização do livro sonoro por lá (tempo escasso e novas tecnologias), contudo, replicam-se aqui.

CRIAR O HÁBITO

A eles se junta outro, específico do Brasil. Segundo levantamento do Instituto Pró-Livro (dados de 2015, os mais recentes), apenas 56% dos brasileiros podem ser considerados leitores – quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa.

Imagina-se que, nesse cenário, o formato dos audiolivros possa oferecer uma porta de entrada a quem não tem o hábito de consumir conteúdo editorial. Para o mercado de livros, que encolheu 17% nos últimos dois anos, a esperança é válida. Se a população não lê, pode passar a ouvir.

De acordo com a pesquisa do Instituto Pró-Livro, 77% dos brasileiros afirmaram ter alguma dificuldade para ler. As barreiras são variadas. Incluem falta de paciência (24%), pouca velocidade na leitura (20%), problemas de visão e limitações físicas (17%) e falta de instrução (10%).

Todos esses obstáculos poderiam ser superados no formato de audiolivro.

“Não queremos substituir o livro físico. Queremos complementar [a oferta] e servir de alternativa, proporcionar um formato novo de ter acesso a conteúdos editoriais”, diz Leonardo Sales, da Ubook.

Um dos trunfos do audiolivro é quebrar a visão da leitura como sacrifício, segundo Ricardo Camps, da Toca Livros. “O áudio faz a literatura ser mais divertida e pode estimular o gosto pela leitura, cativando novos leitores.”

Não existem dados detalhados sobre consumo de audiolivros no Brasil, mas a pesquisa nacional sobre os hábitos de leitura de 2015 incluiu pergunta sobre esse formato.

Segundo o levantamento, 12% dos leitores do Brasil (ou pouco mais de 6% da população) leem dessa forma com regularidade (nos EUA, são 24% da população). O índice ainda é baixo, mas bem maior que os 2% registrados nas edições anteriores da pesquisa, em 2007 e 2011.

Startup Ubook recebe aporte de R$ 3,2 milhões

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A startup brasileira Ubook recebeu nesta semana sua segunda rodada de investimentos, liderada pelo fundo Cypress M3. A empresa conseguiu arrecadar R$ 3,2 milhões. Com 2 milhões de usuários registrados, a Ubook oferece uma biblioteca de audiolivros de mais de 10 mil títulos por meio de uma assinatura, em uma espécie de “Netflix dos livros”. O aporte foi revelado com exclusividade ao Estado.

Confira a matéria completa do Link / Estadão.com.br

Cinco livros inspiradores para um novo ano

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Começo de ano para muita gente é época de fazer um balanço e traçar planejamentos e estratégias para uma mudança de vida. Para quem quiser se motivar e fazer um novo projeto para este ano, o Ubook, maior aplicativo de audiolivros por streaming da América Latina, tem em catálogo uma série de títulos que certamente vão servir de apoio a quem deseja iniciar o ano mais motivado.

Confira a matéria completa do Mais Influente

Empresa especializada em audiolivros tem um milhão e meio de usuários cadastrados

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O hábito de folhear as páginas de um livro durante a leitura pode não estar presente no seu cotidiano, mas isso não o impede de acompanhar uma boa história. Isso é o que estão descobrindo os usuários do serviço da empresa Ubook, especializada em audiolivros por streaming. Sediada na Barra, a empresa fundada há dois anos já conta com um milhão e meio de usuários cadastrados, que têm à disposição — no computador, no celular ou no tablet — a narração fiel de milhares de obras literárias.

Confira a matéria completa no Jornal O Globo

Thati Machado recita suas histórias de representatividade e empatia no Ubook

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Thati Machado, de quem eu sou muito fã, já acumula mais de 1,5 milhão de leitores na internet. A escritora carioca, de 25 anos, é um fenômeno entre os jovens por causa de suas histórias nas quais milita, por meio da literatura, contra temas como a gordofobia, o transexualismo e o preconceito. Atuante nos meios digitais, Thati começou sua carreira publicando suas primeiras histórias em formato fanfic no Orkut, tem um canal no Youtube e agora aposta em mais uma tecnologia para ampliar a difusão de suas mensagens: o audiolivro. E, como antenada que é, não poderia deixar de escolher para este feito a maior plataforma de serviço de audiolivros por streaming da América Latina, o Ubook.

Confira a matéria completa no Babi Dewet

Plataforma de audiolivros oferece obras que caem no vestibular

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Muitos vestibulares têm uma lista de obras literárias obrigatórias, e sabemos bem que não é fácil dar conta de ler tudo enquanto se tem tanta coisa para estudar em cada matéria. Nesta reta final para as provas, resumos e análises podem ajudar, embora não substituam a leitura da obra na íntegra.

Confira a matéria completa no Guia do Estudante / Editora Abril

Jovem cega é personagem principal de audiolivro

ComOutrosOlhos_ThatiMachado_Capa_blogVencerLimites_16nov2016-768x1089.jpgA vida perfeita de aparências da jovem Lana se desfaz após um acidente. Ela fica cega e redescobre o mundo a partir de novas sensações. Mas a vida sem luz pode oferecer tudo que uma garota sempre sonhou?

Essa é a premissa de ‘Com Outros Olhos’, da carioca Thati Machado, que chega ao Ubook, serviço de assinatura de audiolivros por streaming. A escritora, de 25 anos, é um fenômeno entre os jovens e aborda temas como a gordofobia, o transexualismo e o preconceito.

Confira a matéria completa no Blog Vencer Sem Limites / Estadão